domingo, 9 de maio de 2010

ant(a)gnosia

Barbárie verbal apriorística,
negação do gênio judeu, assassínio existencial,
tábula rasa ocultista, moralizante;
Os ditos e feitos, quase que indefesos,
suprimidos através do medo vital,
das mesmices desconexas do ego.

É chegada a hora - as luzes soturnas consomem,
o receio de brilhar em meio ao fatum, ao fato,
reprime segredos amoralizantes, as vontades sutis
sugeridas aos astros psíquicos da fome.

O gosto gélido e gasto
da gastura gastroninfóbica
fadada ao fútil gesto fosco,
funesto feito fuga frágil,
fatalmente estigmatiza e niiliza
o paradoxo “a” nadificante-
o “a” então ant,
antecessor ant(a)gônico de Fante,
aprimora-se do vulgo ser pedante.


"Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação."
Drummond

terça-feira, 27 de abril de 2010

um 4º de (a)mor

três/4 fincados no afinco sifilítico,

3 quartos de aporia

prontos para esmagar o resquício do dia.

¼ de poros

abrem-se os polos de prosa

cada poro em seu polo

cada prole em sua prosa.

a prole da prosa,

os polens do poro.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

em a

Os prefixos dadas nos cercam

Fazem do a um fato, do a um ser

O ser vazio, “esvaziado” como diria o ser

Esvaziado? Seria este o vazio criticado “a”temporal?

Ou a transvalorização tornou o rebuscado conceitual
em um a “no sense” pejorativo?

Nad
a da
N'ada.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"a" decadência do brilho aporético

O caminho está se afunilando

as possibilidades, antes sedutoras,

oprimem os vômitos libidinais que nos tornam vivos

Saber por onde caminhar quando não há mais os âmagos passos pulsionais,

o nada se materializa empiracamente pleno.

A forma interessante de um cotidiano "caótico",

o incomum caminho que os admiravam,

agora, exatamente neste áporo alienado de prefixatentos "a"s,

consome a impossibilidade sublimadora da clandestina felicidade que "possuíamos".

E neste "it" inesgotável, neste isto adjetivado pelo intocável "a" psíquico,

contempla-se o inerte gosto mofado da existência.

"You reached for the secret too soon
Shine on you crazy diamond"

sábado, 10 de abril de 2010

"a" - princípio do prazer, o suicídio psíquico

Esta é a teoria da conspiração crepuscular infame-

Os fatos concomitantes geraram a psicose faminta herege

Vagarosamente, os estigmas aparecem no vermelho febril da epiderme

Este é o momento, esta é a hora da constelação esfinge nos apropriar;

Com todo o seu desprendimento pulsional enigmático,

o fogo subiu por entre os fardos apáticos, o antecessor “a” o estagnou,

fomentando o homicídio do princípio de realidade.

Os desejos thanáticos, corrompendo o limite dos princípios,

Obtêm a Plenitude da imutável satisfação nadificante

na mortificação epifânica das dores despóticas cotidianas.


" We knocked on doors of hell's darker chambers
Pushed to the limits, we dragged ourselves in "

segunda-feira, 22 de março de 2010

Existência nadificante

Lacunas lastimáveis se debruçam sobre a saliva quente do tempo

Semelhantes aos pequenos desejos infantis, os pensamentos abraçam e impedem todo gênero de fuga;

A sutileza dos desencantos embeleza os amarelados pinheiros da racionalidade.

Anulam-se dois seres crepusculares, os jardins romanos frutificam suas essências aporéticas;

O vazio se estabelece na forma dissonante dos gritos viscerais que se entrecortam na confluência do silêncio.

Neste momento tudo faz sentido, desfaz-se do sentido fragmento,

Contempla-se a degenerativa completude do não sentimento.

Arte: Jean-Michel Basquiat

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O ser é o prefixo "a"; 1/4 de inexistência


É interessante evidenciar algumas pequenas coisas, pequeninas existências sutilmente dilacerantes, que nos tragam e conduzem para um modesto abismo- abismo este que suga nossa garganta e nos mortifica por momentos contínuos-, buscando um consolo em tudo isto que saliva e que mastiga o âmago.


O dia é cansativo, o mês é aflitivo, a casa é um caos ativo e a mente é a base de considerações destrutivas. Comprar o pão é o áporo da manhã, logo após notar os bolsos cheios do esplendoroso vazio. O trabalho, a agonia do ser semelhante, é a certeza da terceira parte paga do cartão no começo do mês. O trem, vertiginosamente amontoado de corpos (im)pensantes, é a confirmação de que a realidade ( empiricamente empobrecida ) é a irrealidade dos surreais filhotes bem nutritos de superficialidade. Divagar sobre intelectualidades, luxo destes favorecidos pelo despertar do meio dia, é apenas um exercício vaidoso para camuflar a ineficiência prática de encarar o que há para além "do seu" bem e "do seu" mal, visto que este fracasso apriorístico se resume nos pilares de uma alegoria culturalmente elitista.


A (in)existência

Um quarto de século, um quarto de inércia, um quarto de serenidade bestificadora,um quarto de desimportância, um quarto de enclausuramento cavernístico, um quarto de livros,um quarto de idealismo, um quarto desinteressado por desgaste, um quarto de ausência vívida, um quarto de pseudo proposições, um quarto de universo paralelo, um quarto de ilogicidade, um quarto de oportunidades desmerecidas, um quarto de sono tranquilo, um quarto de descanso eterno,um quarto mofado em seu próprio egocentrismo.