terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Clarice,


Elegância aporética, olhar metafísico e hipnótico

Uma esfinge cabalística, o “it” escorregadio.

Figura mítica da transcendência do ego,

da sobreposição introspectiva visceral, atemporal.

Macabeísmos existenciais, introspecção patológica;

o encontro com a sublimação divina, a onipotência

degustada docemente em uma barata,

Epifânica e viscosa Substância.

Um paradoxo pulsional: Clarice,

a paixão segundo um coração selvagem.


" Sou tão misteriosa que não me entendo "

sábado, 17 de outubro de 2009


Entremeada entre Lou e Nadja

Feita de onírico e nuances do empírico

Afasta-se do incomum cotidiano

Quando seus olhos nos seduzem,

Reinventando o real – agora surreal.

Enveredar-se nesse manifesto conteúdo

Fomentado sob Eros bacante-

simples, sutil e errante

Perdi-me no âmago libidinal,
Um instigante áporo intelectual.


" A beleza será CONVULSIVA, ou não será "

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Devaneio dionisíaco



Castro, casto, claustrofóbico

Coito, corpo, conto

Puta, peito, pinto, pinta

Suga, chupa, senta, soa

Cata, cospe, custa - costas

Farto, fado, fétido

Sento acento acend’o cigarro (ponto)


Instigado pela predileção bacante - o recalque atemporal.

sábado, 3 de outubro de 2009

pathos


australopiléptico infame, úlceraminesiacnética

gastroninfobia miniótica, bestilintelectomaniática

agonikafcatartísico, mediocriatininamoraliante

agnosticísmicamente absartriante.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Bullet in the head – Êxito GCM ( Gestapo Colérica Municipal )


Nazi - fascismo GCM, incompetência e falência na conduta.
Por que ocorre o “acidente” justamente quando adentram a favela?
Por que, fora de sua jurisdição e, sobretudo, de seus interesses,
atiram com displicência e brutalidade até a execução de um inocente?!
Pelo visto, parece-me que essa escola amadora de nazistas está surtindo ótimos resultados: genocídio periférico sempre foi muito aprazível às elites, afinal, da pizza do miserabilismo, as "bordas" são frequentemente jogadas fora.
Mais “um” para as estatísticas cotidianas, menos “um” para incomodar o elitismo pestilento.

Continuaremos ateando fogo em nossa revolta! Viva Heliópolis e sua resistência!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O preâmbulo paradoxal: reminiscências de um inverno



Por que neste momento, neste abismo sepulcral, apareceu-me?

Cintilantes fios avermelhados fomentam minhas pulsões;

Recalcar não é mais possível, sobretudo porque não tenho mais esse limite psíquico

E também não quero, afinal este é meu novo objeto pelo qual, sem ao menos notar, invisto-me pulsionalmente.

A busca infindável pela plenitude, inalcançável, toma uma nova guinada em minha psique:

O superego, entorpecido pela opressão cotidiana, não opera mais convencionalmente

Pois com o advento deste novo eu, conturbado e violentamente instigado sob o signo de thânatos,

as barreiras e morais civilizacionais foram extirpadas, de uma vez por todas,


dando lugar a este atual caos psicótico e monstruoso que sou.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

" Me vê um de hitlerismo com catupiry "


É penosamente interessante como o segregacionismo somado ao fascismo opera despoticamente o nosso cotidiano patético, fomentados pela imbecilidade e ignorância das nossas competentes “autoridades”.

Nesta noite cinzenta e fria, com um pastel atravessado na minha garganta, pude presenciar um ato brutalmente hostil e infeliz por parte da “nossa” Gestapo estadual:
De maneira sutilmente bruta, consequentemente racista, policiais interrompem a orgia gastronômica de cinco jovens em frente à barraca de pastéis, gerando uma situação humilhante e desnecessária. Três destes jovens foram abordados e, com o óleo dos pastéis escorrendo pelas mãos, levantaram os braços e se renderam a revista dos policiais que, de maneira intimidadora, portavam suas armas, o seu material de tortura-trabalho. Os outros dois jovens que se encontravam sentados não foram interrompidos, nem ao menos interrogados sobre quais eram os seus nomes; pelo que parece, eles não eram “suspeitos”, nada os identificavam como marginais, segundo a concepção dos opressores.
Existe mesmo um estereótipo de suspeito?! Quais são as características de um indivíduo suspeito por cometer atos “ilícitos”?!
Pelo que parece, para os nossos PM’s nazi-fascistas, identificar um criminoso é apenas notar a cor da sua pele ,se caso for um branquelo, parecido com aqueles dois que permaneceram ilesos e respeitados, você está fora de suspeita; no entanto, se a cor da sua pele for a mesma daqueles três garotos, oprimidos e humilhados em meio a ágora do racismo, você está a mercê da violência despótica desses alunos de Hitler.
De fato, ficar em dúvida entre o pastel de carne ou frango não faz de você um suspeito em potencial. Enveredado nesse áporo gastronômico-social, resolvi fazer o meu pedido: “Me vê um de hitlerismo com catupiry!”

Quando tinha 14 anos, no ápice da minha adolescência, fui até um lugar próximo de casa, sem muitas preocupações, com um amigo negro. Ele me indagou se estava com o meu RG no bolso. E respondi que não. Dentro da minha inocência, não o compreendi porque carregava aquele documento para todos os lugares a qualquer hora do dia. Nesse momento, ele se justificou dizendo algo que nunca me esqueci:“É simples descobrir porque nunca se preocupou com isso, olhe para a cor da sua pele."