quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O ser é o prefixo "a"; 1/4 de inexistência


É interessante evidenciar algumas pequenas coisas, pequeninas existências sutilmente dilacerantes, que nos tragam e conduzem para um modesto abismo- abismo este que suga nossa garganta e nos mortifica por momentos contínuos-, buscando um consolo em tudo isto que saliva e que mastiga o âmago.


O dia é cansativo, o mês é aflitivo, a casa é um caos ativo e a mente é a base de considerações destrutivas. Comprar o pão é o áporo da manhã, logo após notar os bolsos cheios do esplendoroso vazio. O trabalho, a agonia do ser semelhante, é a certeza da terceira parte paga do cartão no começo do mês. O trem, vertiginosamente amontoado de corpos (im)pensantes, é a confirmação de que a realidade ( empiricamente empobrecida ) é a irrealidade dos surreais filhotes bem nutritos de superficialidade. Divagar sobre intelectualidades, luxo destes favorecidos pelo despertar do meio dia, é apenas um exercício vaidoso para camuflar a ineficiência prática de encarar o que há para além "do seu" bem e "do seu" mal, visto que este fracasso apriorístico se resume nos pilares de uma alegoria culturalmente elitista.


A (in)existência

Um quarto de século, um quarto de inércia, um quarto de serenidade bestificadora,um quarto de desimportância, um quarto de enclausuramento cavernístico, um quarto de livros,um quarto de idealismo, um quarto desinteressado por desgaste, um quarto de ausência vívida, um quarto de pseudo proposições, um quarto de universo paralelo, um quarto de ilogicidade, um quarto de oportunidades desmerecidas, um quarto de sono tranquilo, um quarto de descanso eterno,um quarto mofado em seu próprio egocentrismo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Clarice,


Elegância aporética, olhar metafísico e hipnótico

Uma esfinge cabalística, o “it” escorregadio.

Figura mítica da transcendência do ego,

da sobreposição introspectiva visceral, atemporal.

Macabeísmos existenciais, introspecção patológica;

o encontro com a sublimação divina, a onipotência

degustada docemente em uma barata,

Epifânica e viscosa Substância.

Um paradoxo pulsional: Clarice,

a paixão segundo um coração selvagem.


" Sou tão misteriosa que não me entendo "

sábado, 17 de outubro de 2009


Entremeada entre Lou e Nadja

Feita de onírico e nuances do empírico

Afasta-se do incomum cotidiano

Quando seus olhos nos seduzem,

Reinventando o real – agora surreal.

Enveredar-se nesse manifesto conteúdo

Fomentado sob Eros bacante-

simples, sutil e errante

Perdi-me no âmago libidinal,
Um instigante áporo intelectual.


" A beleza será CONVULSIVA, ou não será "

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Devaneio dionisíaco



Castro, casto, claustrofóbico

Coito, corpo, conto

Puta, peito, pinto, pinta

Suga, chupa, senta, soa

Cata, cospe, custa - costas

Farto, fado, fétido

Sento acento acend’o cigarro (ponto)


Instigado pela predileção bacante - o recalque atemporal.

sábado, 3 de outubro de 2009

pathos


australopiléptico infame, úlceraminesiacnética

gastroninfobia miniótica, bestilintelectomaniática

agonikafcatartísico, mediocriatininamoraliante

agnosticísmicamente absartriante.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Bullet in the head – Êxito GCM ( Gestapo Colérica Municipal )


Nazi - fascismo GCM, incompetência e falência na conduta.
Por que ocorre o “acidente” justamente quando adentram a favela?
Por que, fora de sua jurisdição e, sobretudo, de seus interesses,
atiram com displicência e brutalidade até a execução de um inocente?!
Pelo visto, parece-me que essa escola amadora de nazistas está surtindo ótimos resultados: genocídio periférico sempre foi muito aprazível às elites, afinal, da pizza do miserabilismo, as "bordas" são frequentemente jogadas fora.
Mais “um” para as estatísticas cotidianas, menos “um” para incomodar o elitismo pestilento.

Continuaremos ateando fogo em nossa revolta! Viva Heliópolis e sua resistência!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O preâmbulo paradoxal: reminiscências de um inverno



Por que neste momento, neste abismo sepulcral, apareceu-me?

Cintilantes fios avermelhados fomentam minhas pulsões;

Recalcar não é mais possível, sobretudo porque não tenho mais esse limite psíquico

E também não quero, afinal este é meu novo objeto pelo qual, sem ao menos notar, invisto-me pulsionalmente.

A busca infindável pela plenitude, inalcançável, toma uma nova guinada em minha psique:

O superego, entorpecido pela opressão cotidiana, não opera mais convencionalmente

Pois com o advento deste novo eu, conturbado e violentamente instigado sob o signo de thânatos,

as barreiras e morais civilizacionais foram extirpadas, de uma vez por todas,


dando lugar a este atual caos psicótico e monstruoso que sou.