domingo, 23 de maio de 2010

acaso objetivo - a (ir)realidade do verbo estar

Convidou-me para viver

Cantando, rodando e sorrindo sutilezas...

“Ela sabe do desejo do seu coração”

E por saber de tal fato,

reminiscente encantamento nos seduziu-

Os “espaços lastimáveis”, as lacunas do (a)mor,

anteriormente fadados ao indigesto pranto recíproco,

dançam agora, neste momento epifânico ao acaso,

“na linha do mar” de projeções e completudes
da existência de um “amor de muito”.



Satisfação plena de ter compartilhado comigo a nossa dança, de ter me tragado com o seu sorriso leve e atemporal de amor de muito.

domingo, 9 de maio de 2010

ant(a)gnosia

Barbárie verbal apriorística,
negação do gênio judeu, assassínio existencial,
tábula rasa ocultista, moralizante;
Os ditos e feitos, quase que indefesos,
suprimidos através do medo vital,
das mesmices desconexas do ego.

É chegada a hora - as luzes soturnas consomem,
o receio de brilhar em meio ao fatum, ao fato,
reprime segredos amoralizantes, as vontades sutis
sugeridas aos astros psíquicos da fome.

O gosto gélido e gasto
da gastura gastroninfóbica
fadada ao fútil gesto fosco,
funesto feito fuga frágil,
fatalmente estigmatiza e niiliza
o paradoxo “a” nadificante-
o “a” então ant,
antecessor ant(a)gônico de Fante,
aprimora-se do vulgo ser pedante.


"Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação."
Drummond

terça-feira, 27 de abril de 2010

um 4º de (a)mor

três/4 fincados no afinco sifilítico,

3 quartos de aporia

prontos para esmagar o resquício do dia.

¼ de poros

abrem-se os polos de prosa

cada poro em seu polo

cada prole em sua prosa.

a prole da prosa,

os polens do poro.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

em a

Os prefixos dadas nos cercam

Fazem do a um fato, do a um ser

O ser vazio, “esvaziado” como diria o ser

Esvaziado? Seria este o vazio criticado “a”temporal?

Ou a transvalorização tornou o rebuscado conceitual
em um a “no sense” pejorativo?

Nad
a da
N'ada.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"a" decadência do brilho aporético

O caminho está se afunilando

as possibilidades, antes sedutoras,

oprimem os vômitos libidinais que nos tornam vivos

Saber por onde caminhar quando não há mais os âmagos passos pulsionais,

o nada se materializa empiracamente pleno.

A forma interessante de um cotidiano "caótico",

o incomum caminho que os admiravam,

agora, exatamente neste áporo alienado de prefixatentos "a"s,

consome a impossibilidade sublimadora da clandestina felicidade que "possuíamos".

E neste "it" inesgotável, neste isto adjetivado pelo intocável "a" psíquico,

contempla-se o inerte gosto mofado da existência.

"You reached for the secret too soon
Shine on you crazy diamond"

sábado, 10 de abril de 2010

"a" - princípio do prazer, o suicídio psíquico

Esta é a teoria da conspiração crepuscular infame-

Os fatos concomitantes geraram a psicose faminta herege

Vagarosamente, os estigmas aparecem no vermelho febril da epiderme

Este é o momento, esta é a hora da constelação esfinge nos apropriar;

Com todo o seu desprendimento pulsional enigmático,

o fogo subiu por entre os fardos apáticos, o antecessor “a” o estagnou,

fomentando o homicídio do princípio de realidade.

Os desejos thanáticos, corrompendo o limite dos princípios,

Obtêm a Plenitude da imutável satisfação nadificante

na mortificação epifânica das dores despóticas cotidianas.


" We knocked on doors of hell's darker chambers
Pushed to the limits, we dragged ourselves in "

segunda-feira, 22 de março de 2010

Existência nadificante

Lacunas lastimáveis se debruçam sobre a saliva quente do tempo

Semelhantes aos pequenos desejos infantis, os pensamentos abraçam e impedem todo gênero de fuga;

A sutileza dos desencantos embeleza os amarelados pinheiros da racionalidade.

Anulam-se dois seres crepusculares, os jardins romanos frutificam suas essências aporéticas;

O vazio se estabelece na forma dissonante dos gritos viscerais que se entrecortam na confluência do silêncio.

Neste momento tudo faz sentido, desfaz-se do sentido fragmento,

Contempla-se a degenerativa completude do não sentimento.

Arte: Jean-Michel Basquiat